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Barueri conquista quinto lugar no Paulista Paraolímpico de Bocha

Por Redação - 21 de Novembro de 2019
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No sábado (dia 9) aconteceu a última etapa do Campeonato Paulista Paraolímpico de Bocha e atletas da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri (SDPD) participaram da disputa, em pares.

A bocha adaptada possui quatro categorias que recebem os nomes de BC1, BC2, BC3 e BC4. Na BC3, o atleta conta com o auxílio da caleira para movimentar a bola e foi exatamente nessa categoria que os atletas baruerienses Alexandre Moreira e Manoel Vítor conquistaram o quinto lugar entre 15 equipes.

“Foi muito bom, porque é a primeira experiência para eles dentro da bocha. O Campeonato Paulista tem os melhores atletas em âmbito nacional e Barueri pode disputar de igual para igual”, declarou Caio Oliveira, instrutor de esportes e atualmente técnico da modalidade.

Alexandre tem 33 anos e já tem experiência jogando bocha adaptada individual, ele conta como foi jogar em pares pela primeira vez. “Não tínhamos atletas suficientes para jogar em pares e esse ano foi o nosso primeiro. Foi um jogo bem difícil, mas a pontuação me surpreendeu bastante. O Caio puxa bastante a nossa parte técnica e isso tem acrescentado muito na equipe”. E ele está muito animado: “No próximo ano vamos atropelar os caras”.

Manoel Vítor tem apenas 11 anos e é considerado o mascote do time de bocha adaptada da SDPD. Apesar da pouca idade, ele é elogiado pela maturidade no jogo. “Foi legal e divertido, mas eu sei que dá para melhorar. Fazer dupla com o Alexandre foi uma boa experiência, tivemos alguns erros, mas é porque é o nosso primeiro campeonato, os jogadores de outras equipes treinavam juntos há bastante tempo”, explicou Manoel, que é pequeno só na estatura, pois seus sonhos e objetivos são grandes. “No futuro vou tirar meu passaporte e ir para os Estados Unidos jogar bocha”.

O técnico Caio está preparando o atleta mirim para os jogos escolares do próximo ano. “A gente está fazendo uma preparação, tudo bem lúdico, pois entendemos que ele é uma criança. A bocha não parece, mas é muito desgastante. Teve jogo que durou quase 2 horas. Isso exige uma preparação física muito pesada, ainda mais por conta da pouca idade dele. Mas ele foi superbem, e o Alexandre deu todo o suporte para que ele conseguisse jogar bem todas as partidas, não sofreu pressão nenhuma, tanto que ele está superfeliz. E isso é o mais importante”, ressaltou.

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